O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou 205 membros da magistratura ou servidores cuja movimentação atípica tem indícios de irregularidade. Eles foram alvo de Relatórios de Inteligência Financeira (RIF), instrumento usado para aprofundar a análise de operações consideradas suspeitas. Esse grupo do Judiciário movimentou, entre 2000 e 2010, R$594,1 milhões. A informação é do jornal O Globo.

 

De acordo com o presidente do Coaf, Antonio Rodrigues, “na maioria das vezes”, as RIFs apontam casos nos quais PF e Ministério Público constatam irregularidades.

 

Pedido do CNJ
A indicação está em relatório do Coaf, feito a pedido da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o órgão, a movimentação atípica chegou a R$855,7 milhões, mas nem todas são ilegais. Já no caso dos RIFs, os citados estão envolvidos em movimentações atípicas e há indícios que despertam suspeita de ilegalidade.

 

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Em debate
Na quarta-feira (18), o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Nelson Calandra, esteve no Coaf para discutir com o presidente do órgão em quais circunstâncias são gerados RIFs. Rodrigues assegurou ao magistrado que, a partir da solicitação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, nenhum RIF foi emitido.

 

Já o presidente da AMB afirmou que, além de quebrar a confidencialidade do relatório do Coaf e de levantar suspeitas sobre o conjunto da magistratura, Calmon solicitou ao Coaf que produzisse RIFs relacionados a todos os CPFs nos quais foram verificadas atipicidades.

Com informãções do O Globo.